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Geral

Minhas "mulheres"

Dom Itamar Vian - 03 de março de 2015 | 09h 35
Minhas
 
 
O dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Uma circunstância que deve ser comemorada, relembrando todas aquelas mulheres que, ao longo dos séculos, deram a vida para defender a vida e procurar os próprios direitos.
 
A primeira mulher que conheci foi dona Mathilde, minha mãe. Ela, nos mais ternos anos de minha infância, repetia nos meus ouvidos como eu deveria me comportar. Ensinou-me a respeitar os outros, a ser serviçal e especialmente, me passou um amor grande por Nossa Senhora – a mãe de Jesus - a mais santa de todas as mulheres. Na minha juventude, encontrei a professora Gema, uma mulher sofrida, mas tinha o dom de sorrir, e me repetiu muitas vezes que sempre devemos confiar em Deus e a Ele entregar os sofrimentos, as dúvidas e as alegrias. 
 
Na vida encontrei mulheres gigantes que viveram décadas entre o lixo humano produzido pela injustiça humana e sempre conservaram o sorriso: Irmã Dulce da Bahia (1914-1992), Madre Teresa de Calcutá (1910-1999), Dra Zilda Arns (1934-2010). Estas santas foram para mim grandes e corajosas, que me disseram, com a vida, que há uma maternidade e paternidade diferente.
 
Essas três mulheres engrandeceram o gênero humano: completamente esquecidas de si, promoveram e defenderam a vida sem nunca ceder a tentações de revolta, defesa do aborto, crítica às famílias numerosas dos pobres. O que lhes interessava era a pessoa  concreta que tinham diante dos olhos e imediatamente brotava-lhes um imenso sorriso: podemos salvá-la, conservar-lhe a vida. Deus quer essa vida, nós também a queremos.
 
O Evangelho nos mostra o maior dos defensores dos direitos da mulher: Jesus Cristo. Uma mulher pecadora – a samaritana – foi a primeira missionária e na manhã da Ressurreição foram elas as primeiras a anunciar ao mundo a Ressurreição de Jesus. Na Igreja, é indiscutível o papel da mulher.
 
Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes casa do ser humano. Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de serviço, de comunhão e de vida. Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada no âmbito social, cultural, artístico, político e religioso. Obrigado a ti, mulher consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Jesus, te abres com docilidade e fidelidade a Deus e a humanidade.


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